Home / Análise dos Jogos / Liverpool 4 x 3 Manchester City – Pós-Jogo

Liverpool 4 x 3 Manchester City – Pós-Jogo

O Manchester City visitou o Liverpool neste domingo, em partida válida pela 23ª rodada da Premier League, disputada no Anfield. Com um tabu para quebrar de mais de 14 anos sem conseguir vencer os rivais em seus domínios, o City tinha uma difícil missão visando manter sua invencibilidade e vantagem na liderança intactas na competição.

A principal ausência da equipe titular foi a de David Silva, que ficou no banco e sequer entrou na partida, fora isso, Guardiola mandou a campo o que de melhor tinha a disposição: Ederson; Walker, Stones, Otamendi e Delph; Fernandinho, Gundogan e De Bruyne; Sané, Aguero e Sterling. Danilo e Bernardo Silva entraram no decorrer da partida.

Como era esperado, o jogo começou de uma forma bastante intensa e brigada, com o Liverpool sendo mais incisivo no campo de ataque, o que resultou rapidamente na abertura de placar: logo aos oito minutos, Firmino conseguiu recuperar a bola no meio e tocou para Oxlade-Chamberlain, ele encontrou espaço para avançar e finalizar, batendo rasteiro no canto direito de Ederson.

Aos poucos, depois do susto, o City começou a se organizar, melhorou no jogo e ampliou sua presença no campo de ataque. A primeira chance veio aos 23, quando Sané arriscou de longe e viu a bola desviar nas costas de Lovren, passando perto do gol.

Antes dos trinta minutos, Guardiola teve que queimar uma substituição, com a entrada de Danilo no lugar de Delph, machucado.

O primeiro chute no alvo dos Citizens se deu aos 34, quando De Bruyne recebeu de Aguero e arriscou de fora, mas o goleiro Karius conseguiu defender com tranquilidade. Porém, aos 40, Sané conseguiu fazer grande jogada pela esquerda, passando por dois marcadores e batendo forte, cruzado, Karius ainda deu uma ajudinha tocando na bola, que morreu no fundo das redes. Era o empate do City.

Fernandinho quase conseguiu a virada aos 44, após receber de Gundogan e mandar o foguete de fora, mas a bola passou a direita do gol. Porém, o City saiu para o intervalo um pouco mais tranquilo, com um empate nas mãos.

O segundo tempo começou de forma elétrica, com uma bola no travessão pelos lados do City. O lance aconteceu aos 51, quando Sané cobrou escanteio e Otamendi subiu mais que a marcação para testar, a bola bateu no poste e saiu.

A resposta do Liverpool veio apenas três minutos mais tarde, e marcou o início do pior período do City na partida. Primeiramente, a estrela de Ederson brilhou. Após cobrança de escanteio, o brasileiro saiu do gol para espalmar, mas a bola caiu nos pés de Salah, que mandou a bomba e, do meio do caminho, Ederson voou para espalmar, a jogada seguiu, e ele apareceu novamente para mandar para escanteio chute cruzado de Chamberlain. No lance seguinte, nova sobra de bola para Salah, que, desta vez, mandou um cruzamento fechado que foi direto para o gol, a bola bateu no travessão e saiu por cima.

Porém, aos 59, Ederson nada pode fazer quando Chamberlain tocou para Roberto Firmino em velocidade, o brasileiro conseguiu ganhar de Stones no corpo e só deu um toquinho para tirar do conterrâneo e virar a partida para os Reds.

A partir daí, aconteceu algo que não víamos a tempos: um apagão da equipe, que acabou definindo o vencedor da partida. Após o segundo gol o Liverpool promoveu uma blitz no meio de campo, com intensa pressão na saída de bola, e o City se desestabilizou, em um problema que já tinha aparecido ainda na primeira etapa.

Já no minuto seguinte ao gol, Fernandinho errou o passe e entregou para Mané, que bateu com efeito e viu a bola carimbar a trave de um Ederson vendido. Aos 61, Salah conseguiu recuperar a bola de Otamendi e tocou para Mané, que desta vez não desperdiçou, mandando no ângulo, numa bola indefensável para Ederson.

Se as coisas já estavam ruins, aos 68 Ederson tentou afastar uma bola e entregou nos pés de Salah, o egípcio viu o gol vazio e não teve dúvidas, mandou direto fazendo o quarto do Liverpool.

Em poucos minutos, um jogo equilibrado tinha escorrido pelas mãos abruptamente. Felizmente, antes que acontecesse algo pior, os jogadores se acalmaram e o jogo voltou a ficar mais ameno e, com isto, a reação apareceu.

Aos 83, Gundogan tabelou com Aguero, a bola bateu na defesa e sobrou para Bernardo Silva concluir e diminuir o placar. Aos 91, a jogada foi de Sané, ele correu em direção à área e tocou para Aguero, que cruzou para Gundogan, ele dominou no peito e bateu, fazendo o terceiro dos Citizens.

Um empate nessas condições valia mais que uma vitória, e não dava para duvidar em se tratando desse time guerreiro que tantas vezes buscou o resultado nos últimos minutos, assim, apesar do tempo escasso, o City partiu para cima. No último lance, uma falta no lado direito, De Bruyne cobrou na primeira trave, e Aguero mergulhou para cabecear, mas mandou nas redes pelo lado de fora.

A invencibilidade se foi, e sabíamos que uma hora isso iria acontecer, o jogo de hoje, pelas suas características, era uma das maiores probabilidades, e assim se concretizou. Mas nada para se desesperar, a equipe mais uma vez lutou até o final, e quase saiu com um resultado melhor, mostrando o quanto tem qualidade, e como é difícil para os demais times derrotá-la. Infelizmente, um apagão de alguns minutos impediu sorte melhor. Jogo que segue, no próximo sábado o City recebe o Newcastle.

Sobre Manoel Martins Jr

Avatar for Manoel Martins Jr
Melhor com a caneta nas mãos do que com a bola nos pés.

Veja mais

Jeremy Wilson: “Pep Guardiola pode transformar o futebol inglês se nós o escutarmos”

A hierarquia do futebol inglês deve ouvir o que Pep Guardiola tem a dizer sobre …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *